HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE (II)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

 "HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE" NA DOUTRINA DE SÃO JOÃO DA CRUZ (II)

       As palavras da Igreja, que também são palavras de Deus, poderão, as vezes, ser contraditórias na letra, mas nunca em seu verdadeiro sentido.
       Continuação do tema anterior.

      "5. Deste modo e de outros muitos, sobrevém vários enganos às almas, em relação às palavras e revelações da parte de Deus, pelo motivo de se prenderem à letra e à forma exterior; porque, como já demos a entender, o principal desígnio de Deus nessas coisas é declarar e comunicar o espírito ali encerrado e, sem dúvida, difícil de entender. Tal espírito é muito mais abundante que a letra, muito extraordinário e fora dos limites dela. Assim, o que se prender à expressão literal ou à figura ou à forma aparente da visão não poderá deixar de errar muito, achando-se depois bem confuso e desprovido, por se haver muito guiado em tal assunto, segundo o sentido, em vez de dar lugar ao espírito em desnudez dos sentidos. "A letra mata e o espírito vivifica"(2Cort. 3,6), como diz São Paulo. Havemos, portanto, de renunciar à letra que neste ponto são os sentidos, e ficar às escuras na fé, que é o espírito, incompreensível aos sentidos.

     "6. Aí está por que a maior parte dos filhos de Israel, entendendo muito literalmente as palavras e sentenças dos profetas, ao ver que não se realizavam conforme suas esperanças, desprezavam as profecias não lhes dando fé. Chegou esse desprezo a tal ponto, que havia entre eles um ditado popular, quase como provérbio, escarnecendo dos profetas. Disto se lamenta Isaías nestes termos: "A quem ensinará Deus a ciência? E a quem dará a inteligência da sua palavra? Aos que já lhes tirou o leite, aos que acabam de ser desmamados. Eis que todos dizem, por escárnio, dos profetas: Porque manda, torna a mandar; manda, torna a mandar; espera, torna a esperar; espera, torna a esperar; um pouco aqui, um pouco aí. Porquanto com outros lábios e em outra linguagem ele falará a este povo" (Is. 28,9-11). Onde claramente dá a entender o Profeta como o povo fazia burla das profecias e dizia por escárnio o provérbio: espera, torna a esperar, como se as predições de Isaías nunca mais se devessem cumprir. Estavam apegados à letra, que é como leite de criancinhas, e aos sentidos, que são os peitos, contradizendo à grandeza da ciência do espírito. E assim exclamava Isaías: A quem dará ele a inteligência da sua doutrina, senão aos privados do leite da letra e desses peitos dos seus sentidos? Por isto é que não as entendem senão conforme esse leite da aparência exterior e segundo os peitos dos sentidos, aqueles que dizem: Manda, torna a mandar, espera, torna a esperar etc. Pois na doutrina da boca de Deus e não ao modo deles, e noutra língua que lhes é estranha, é que o Senhor lhes quer falar." (Subida do Monte Carmelo - Livro II - pgs 260-261 - Cap. XIX).

     Outra coisa que deveríamos levar em conta é que o leigo não tem a graça própria do estado para interpretar a palavra de Deus, esteja ela na Sagrada Escritura ou no Magistério; essa graça de estado quem a tém , em primeiro lugar, é o Papa, depois os Bispos a ele unidos, e depois os Sacerdotes.
     Os leigos tudo devem submeter ao juízo da Igreja.
     Continua.
     In Iesu.
     

     

HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE

  "HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE" DE BENTO XVI NA DOUTRINA DE SÃO JOÃO DA CRUZ 
 

 Citamos o texto de São João da Cruz, Doutor da Igreja, onde se encontra a doutrina que, se aplicada, nos leva, na atual situação em que nos encontramos, a concluir pela "hermenêutica da reforma na continuidade" ensinada e defendida pelo Papa Bento XVI.
O título do texto, na Obra de São João da Cruz, parafraseamos mais ou menos como segue:
As palavras da Igreja, embora sempre verdadeiras em si mesmas, podem ser para nós ocasiões de erros.

        Provas tiradas da doutrina de São João da Cruz.

           "Quem falar mal dele seja amaldiçoado; quem dele disser bem seja cumulado de bênçãos!" Da cerimônia da Sagração Episcopal, em uso no Rito Tridentino. Não sei se está em uso no Rito de Paulo VI.
          "... Contemplá-la, à tua bondade, ó bom Senhor, é com efeito minha purificação, é minha confiança, é a justiça." ( Guilherme de Saint - Thierry, in De contemplando Deo, Cap. I, no. 2 - Edições Subiaco, de Dom Bernardo Bonowitz, OCSO).
         A bondade de Deus certamente nos purifica porque  a nós se comunica, tornando-nos também bons e apóstolos de sua bondade. Quem quiser ser puro deve, antes de tudo, crer na bondade do Senhor. E quem recebe em si essa bondade deve retê-la e nela agir, sendo para os outros a bondade de Deus. Essa bondade é redentora e liberta-nos de todos os vícios e pecados e nos introduz na visão de Deus, porque "os puros de coração verão a Deus"(Ev.). Essa bondade de Deus é minha confiança porque sem medo corro aos braços do Pai para receber seu perdão e, depois de perdoado, distribuo também, com Deus e em Deus, esse perdão purificador das almas.
       Agir nessa bondade e tudo fazer em função dela, distribuindo ela aos outros e também a todos, é a justiça que a Deus devemos elevar de um coração purificado.
       Portanto, seja bom quem deseja fazer justiça contra seu irmão, ou melhor: que sua justiça contra quem quer que seja seja tua bondade, que saia do mais profundo do seu ser, e que essa tua bondade seja o próprio Deus que em ti a todos beneficia com a máxima Caridade que Ele mesmo é. Quando na Sagrada Escritura se fala de São José, dele se diz: "Era um homem justo."(Ev.)
      Justo exatamente por ser bom, um vaso da bondade de Deus. São José, rogai por nós.
      Iniciemos a citação do texto de São João da Cruz.

 
                                                                     "CAPÍTULO XIX - LIVRO II - SUBIDA DO MONTE CARMELO
                                          As visões e palavras de Deus, embora verdadeiras, podem ser para nós ocasiões de erros. Provas tiradas da Sagrada Escritura.
               1. Já dissemos como as palavras e as visões divinas, embora sejam verdadeiras e certas em si mesmas, nem sempre o são relativamente a nós, por dois motivos: o primeiro é devido à nossa maneira imperfeita de as entender; o segundo provém de suas causas ou fundamentos algumas vezes variáveis. Quanto à primeira razão, é evidente que Deus sendo infinito e imperscrutável encerra ordinariamente em suas profecias e em suas revelações alguns pensamentos e concepções muito diferentes do sentido que comumente lhes podemos atribuir; e são ainda tanto mais verdadeiras e certas  quanto menos assim nos parecem. Vemos bem esta verdade a cada passo, na Sagrada Escritura; nela lemos que muitos daqueles homens da antiguidade não viam a realização das profecias e palavras de Deus conforme esperavam; porque as tomavam segundo sua interpretação pessoal, e muito ao pé da letra. Isto aparecerá claramente pelos textos seguintes.
               2. No Gênesis, depois de conduzir Abraão à terra de Canaã, Deus lhe diz: "Eu te darei esta terra" (Gn 15,7). Mas Abraão, já velho, não via cumprir-se esta promessa tantas vezes renovada. Certa ocasião em que o Senhor ainda a repetia, o santo Patriarca o interrogou: "Senhor Deus, por onde poderei conhecer que hei de possuí-la?" (Gn. 15,8). Deus, então, revelou-lhe como tal promessa não se realizaria em sua pessoa, mas na de seus filhos, que possuiriam a terra de Canaã 400 anos mais tarde. Compreendeu deste modo Abraão o significado em si mesmo tão verdadeiro: porque sendo dada a terra de Canaã aos seus filhos por amor dele, era o mesmo que lhe dar pessoalmente. Estava, pois, Abraão enganado no seu primeiro modo de entender: se agisse então segundo seu juízo, poderia errar muito, pois a profecia não era para cumprir-se durante a sua vida. E aqueles que conheciam a promessa divina, e virão a Abraão morrer sem vê-la realizada, ficaram confusos pensando ter sido falsa.
              3. Outra prova temos na história de Jacó, seu neto. No tempo da desoladora fome que afligiu o país de Canaã, José fez vir seu pai ao Egito, e, durante a viagem, Deus apareceu a este e lhe disse: "Jacó, Jacó, não temas, vai para o Egito: eu irei para lá contigo, e eu te tornarei a trazer, quando de lá voltares" (Gn. 46,3-4). A profecia não se realizou conforme o sentido literal, pois sabemos que o santo velho Jacó morreu no Egito e de lá não saiu com vida. A profecia devia aplicar-se aos seus filhos, os quais tirou o Senhor dali muitos anos depois, sendo ele próprio o seu guia. Donde, se alguém soubesse desta promessa divina a Jacó, pudera ter por certo que o mesmo Jacó, entrando vivo e em pessoa no Egito por ordem e proteção do Senhor, assim também vivo e em pessoa devia sair dali. Não empregara Deus as mesmas expressões para lhe prometer sua assistência quando tivesse que sair? Quem assim julgasse teria decepção e espanto vendo Jacó morrer no Egito, antes de se realizar a promessa divina. Deste modo, as palavras de Deus, veracíssimas em si mesmas, podem, no entanto, ser ocasião de engano.
              4. Eis um terceiro exemplo, do Livro dos Juízes. Todas as tribos de Israel se reuniram para punir certo crime cometido pela tribo de Benjamim. O próprio Deus lhes indicara um chefe guerreiro e os israelitas certos estavam da vitória; ao se verem vencidos e com vinte e dois mil dos seus jazendo no campo de batalha, muito admirados ficaram. Puseram-se todo o dia a chorar em presença de Deus, não sabendo a causa de sua derrota, pois haviam entendido a vitória por certa. Como perguntassem ao Senhor se deviam ou não voltar ao combate, respondeu-lhes que fossem pelejar. Seguros da vitória, saíram com grande ousadia, mas novamente foram vencidos, perdendo dezoito mil homens. Caíram em grandíssima confusão, não sabendo mais o que fazer, pois, mandando-lhes o Senhor que pelejassem, sempre saíam vencidos; mormente excedendo eles aos seus contrários em número e fortaleza, porque os homens da tribo de Benjamin  não eram mais de vinte e cinco mil e setecentos, enquanto eles formavam um exército de quatrocentos mil. No entento, não os enganara a palavra de Deus; eles, sim, se enganavam no seu modo de entendê-la. Porque não lhes havia dito o Senhor que venceriam, senão que combatessem. E nessas derrotas quis castigar certo descuido e presunção que havia neles, e por esse meio humilhá-los. Mas quando finalmente lhes respondeu que venceriam, alcançaram de fato a vitória, embora com muita astúcia e trabalho (Jz 20,11s).
             São João da Cruz - Obras Completas - Editora Vozes - 1984 - pgs 258 - 260.
            Continua.
            In Iesu.
                                         

ESPECIAL — LUZ NAS TREVAS: RESPOSTAS IRREFUTÁVEIS ÀS OBJEÇÕES PROTESTANTES – Parte 1/26

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESPECIAL — LUZ NAS TREVAS: RESPOSTAS IRREFUTÁVEIS ÀS OBJEÇÕES PROTESTANTES – Parte 1/26
Iniciarei hoje a compilação da extraordinária obra intitulada Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes, do notável Pe. Júlio Maria de Lombaerde , com o devido IMPRIMATUR . Leitura obrigatória para defesa de nossa fé  dos ataques de todas as seitas e para a conversão dos protestantes . Esse livro já se encontra em arquivo PDF
 
Por Padre Júlio Maria de Lombaerde Missionário de Nossa Senhora do SS. Sacramento
1955
Editora VOZES Ltda., Petrópolis, R. J.

Rio de Janeiro — São Paulo
 NIHIL OBSTAT
DIE XI JANUARII MCMXXXVI — FR. FRIDERICUS VIER, O. F. M. —
CENSOR.
 
COM IMPRIMATUR
 
POR COMISSÃO ESPECIAL DO EXMO. E REVMO. SR. DOM MANUEL PEDRO DA CUNHA CINTRA, BISPO DE PETRÓPOLIS, FREI LAURO OSTERMANN, O. F. M. PETRÓPOLIS, 10-3-1955
CARTA
 do Exmo. Sr. D. Cartolo Távora ao autor
 
Meu caro Padre Júlio Maria. Em resposta à carta de S. Revma., pedindo-me o Imprimatur de seu novo livro: "Respostas irrefutáveis às objeções protestantes", mando-lhe, com a licença pedida, meus sinceros para­béns pela feliz idéia de reunir em volume uma série de polêmicas já publicadas em O Lutador. Estas res­postas têm sido muito apreciadas pelos católicos e pe­los protestantes, e conheço de perto o bem que elas têm feito, e as conversões que tem operado. Estas res­postas são, de fato, irrefutáveis, porque são todas ti­radas da sagrada escritura; e negá-las seria negar a pró­pria Bíblia. O fundo de sua argumentação é doutrinal, substancial, como a forma é alerta, e de uma sinceridade comunicativa. Tenho a certeza que as suas polêmicas continuarão a fazer o bem às almas: aos católicos, dan­do-lhes armas sólidas para combaterem a impiedade e o erro; aos protestantes, mostrando-lhes o sentido exato da Bíblia, os erros da interpretação individual e a segurança da interpretação eclesiástica. Peço ao bom Deus abençoar o seu zelo de apóstolo do bem e da verdade
 
Sou com toda estima de V. Revma. humilde servo,
† Carloto, bispo de Caratinga
 
INTRODUÇÃO NECESSÁRIA
 
 Durante as festas marianas de 1928, os protestantes distribuíram um desafio, exigindo (note-se bem: não pedindo), um texto da bíblia que provasse diversas ver­dades professadas pelos católicos e negadas por eles . Respondi de chofre; porém, dispondo apenas das co­lunas de um pequeno semanário, foi-me impossível publicar todas as respostas; e as que foram publicadas, em consequência do pouco espaço, foram de tal modo cortadas que, muitas vezes, perderam a força de uma argumentação cerrada e irrefutável . Eia a razão por que resolvi enfeixar em volume as tais respostas, que não receio intitular de irrefutáveis, pa­ra quem procura sinceramente a luz e a verdade . Há outra, razão ainda. Uma das tais respostas foi combatida pelos pastores protestantes, como é natural
 
Todas as objeções ou protestos aduzidos em nada abalaram as verdades expostas, porque são irrefutáveis, apoiadas sobre a Bíblia, a Ciência e o Bom-senso; porém tais objeções permitiram-me completar a argumentação e, deste modo, dar novas respostas às dificulda­des que os protestantes costumam levantar . Assim completadas, as respostas constituem uma exposição clara e doutrinal das grandes verdades e dos principais dogmas do catolicismo, e uma refutação com­pleta dos erros protestantes . É uma polemica documentada, uma argumentação segura, mostrando e comparando o erro e a verdade — para que do contraste saia a luz, que permite distin­guir aqueles que, ponentes tenebras lucem, et lucem tenebras (Is 5, 20), “fazem da escuridão luz, e da luz escuridão”, como fazem os pobres protestantes, unicamente com o intuito de contradizer a Igreja Católica
 
Possam estas respostas fazer conhecer e amar a re­ligião verdadeira, a única religião divina, que é a de Jesus Cristo, perpetuada e representada no mundo pela Igreja Católica, apostólica, romana . Possam estas respostas trazer ainda um pouco de luz aos pobres protestantes, nossos irmãos separados da ver­dade, enganados e seduzidos por mercenários e explora­dores que se chamam pastores, mas que, na palavra de Cristo, são lobos devoradores vestidos como ovelhas (Mt 7, 15) . Possam eles, à luz da verdade, distinguir as calúnias e o fanatismo, com que tais pastores procuram inspi­rar-lhes ódio à Igreja verdadeira, afastando-os, deste modo, do caminho único da salvação
 
São bem eles que tinha em vista o divino Mestre quando disse: Ai de vós, fariseus hipócritas, que fe­chais o céu aos homens, porque nem vós entrais, nem deixais entrar os outros que querem entrar (Mt 13, 13) . Pode haver, sem dúvida, protestantes sinceros, convencidos, pela ignorância em que vivem, dos princípios da religião, como pelas calúnias e acusações através das quais apreciam a Igreja Católica . São ignorantes; e a ignorância é a mãe de todos os erros. Mas, se é perdoável a ignorância num homem do povo, sem instrução, ela é inescusável em homens que pretendem ser os guias dos seus irmãos, os pas­tores do rebanho; neles a ignorância é um crime, uma perfídia
 
Se, pelo menos, estudassem e examinassem a histó­ria, os fatos e as escrituras, para neles enxergarem o que brilha com tamanho fulgor: a verdade única anun­ciada e figurada no antigo testamento, exposta e pro­vada pelos evangelhos e pelas epístolas... Mas não; limitam-se em resumir toda a sua crença em duas dú­zias de objeções ridículas e mil vezes pulverizadas, con­tra a Igreja Católica, copiando dos outros uma lenga-lenga bolorenta de calúnias, e não se dando ao traba­lho de examinar o valor, o fundado, a falsidade ou ri­dículo destas mentiras
 
Atacar a crença dos outros não é provar a autenticidade da sua própria crença . Por que os tais pastores, em vez de formularem objeções, não provam a legitimidade do protestantismo? Em vez de atacarem a doutrina católica, que é a do Evangelho, por que eles não demonstram e provam que o protestantismo é a religião verdadeira, — que Lutero fora enviado por Deus para reformar a religião — que a bíblia é o Deus do mundo, que cada um pode interpretar como entender — que tais pastores são ministros legítimos do Cristo — que as mil seitas protestantes são todas religiões verdadeiras, etc.?
 
Eis os fatos que eles deviam estabelecer, sobre a bíblia . Nas seguintes teses, não somente responderei às objeções atiradas aos católicos, mas estabelecerei a verdadeiras, para que, pelo confronto, brilhe a plena luz inteira, a luz verdadeira, que deve iluminar todo homem que vem e vive neste mundo (Jo 1, 9) . Tenham os protestantes sinceros a coragem de ler estas respostas e eles serão obrigados a tirar uma conclusão que eu deixo ao alvitre deles, porque será ditada pela sua consciência . Quanto aos católicos, eles encontrarão nestas discussões a exposição sucinta e clara da sua fé, ao mesmo tempo uma arma para refutar as calúnias que lhes são atiradas e responder às objeções que costumam formular os inimigos da nossa santa religião

O SANTO ABANDONO - Liturgia diária , 24 de julho de 2014

FOTO : SANTA BERNARDETE DE SOUBIROUS , AJOELHADA DIANTE DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA . FOTO DE OUTUBRO DE 1864
 
O SANTO ABANDONO
 
O santo abandono é esse estado da alma amante que se entrega incondicionalmente e sem reservas à Vontade de Deus, quer na ordem da natureza, quer na Graça
 
Santo abandono na ordem da natureza : A alma do santo abandono quer tudo o que Deus quer, porque o quer e como o quer. Na saúde ou doença, nesse ou naquele país; na situação em que aprouver a Deus pô-la quanto à casa, ao trabalho, ao alimento, à sociedade. Tudo é indiferente, tudo suave, porque a tudo acrescenta: Deus o quer, é Vontade de Deus
 
A alma do santo abandono dorme tranqüila no regaço materno da divina Providência ou descansa em paz aos seus pés, qual a criança despida de preocupação futura. Inquietar-se-á por acaso com o porvir o filho que tem uma mãe carinhosa? Não sabe que ela lhe dará todo o carinho e cuidado?
 
Os elementos se entrechocam. É a tempestade. O mar ameaça tudo engolfar. Mas enquanto todos tremem de medo, o filho do santo abandono dorme sem receio, confiado na divina Providência, pois para ela não há tempestade
 
Os homens, maus que são, querem arrebatar-lhe tudo: bens, liberdade, reputação. Mas a alma do santo abandono deixa-se despojar de tudo sem cólera e sem desespero
 
Deus lhe resta. Deus a ama, é quanto lhe basta. Sente-se rica e goza da maior liberdade para ir ao encontro do Pai celeste
 
Deus às vezes ameaça e parece abandonar a alma querida. Entrega-a ao furor do demônio e aos horrores das tentações. Ela sofre então o martírio da consciência. Mas é Vontade de Deus. "Fere, se puderes, dirá ao demônio, tu que fizeste flagelar o meu Mestre, que o tentaste, que o carregaste nos braços. Eu, discípulo de tal Mestre, não tenho medo de ti, que só farás o que Deus quiser ou permitir. Jesus está comigo"
 
Santo abandono na ordem da Graça : 1º. - A alma do santo abandono, qual um filho inocente nas mãos de Deus, entrega o seu espírito para que Deus lhe seja luz, e luz que quiser - clara ou velada, de Fé ou de manifestação. Só quer saber o que Deus quer que ela saiba é a ceguinha de Deus que lhe abre ou fecha os olhos como melhor convém e que, se lhe fosse dado escolher, havia de preferir a pobreza e humildade de espírito
 
. - A alma do santo abandono dá o coração a Deus, em toda a simplicidade, para indiferente amá-lO a Ele tão-somente, em todas as coisas e em todos os estados. Se a quiser abrasar no fogo do seu Amor, alegrar-se-á; se lhe quiser conceder uma Graça de consolação, recebê-la-á reconhecida. Mas se Deus lhe fizer beber algumas gotas do Seu cálice de fel, ou partilhar dalguns dos Seus abandonos ou desamparos, de Suas desolações ou tristezas, a alma do santo abandono beberá com amor esse cálice, participará da Agonia de Jesus, e Lhe ficará fiel na provação
 
3º. - A alma do santo abandono remete inteiramente a Deus toda vontade própria para que Ele a governe, a vire e revire à mercê dos Seus desejos . Doravante só considerará como bem, alegria, felicidade, virtude, zelo, perfeição, aquilo que trouxer o selo da Vontade de Deus. Que quer Deus? Que deseja Ele? Que Lhe agrada mais? Nisto está toda a lei, toda a perfeição, toda a vida da alma do santo abandono
 
4º. – A alma do santo abandono entrega-se ao serviço que Deus lhe determina, mudando-o a toda hora como melhor lhe aprouver, sem outra consideração, sem outro amor do que essa Vontade divina. Serve a Deus segundo os meios de que dispõe no momento. Não se afeiçoa nem ao estado, nem aos meios, nem às Graças. Descansa tão-somente na santa Vontade de Deus
 
(Fonte : “A Divina Eucaristia, Escritos e Sermões” de São Pedro Julião Eymard, volume 3)
 
 

LITURGIA DO DIA 24 DE JULHO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (JR 2,1-3.7-8.12.13)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 1A palavra do Senhor foi-me dirigida, dizendo: 2“Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém. Isto diz o Senhor: Lembro-me de ti, da afeição da jovem, do amor da noiva, de quando me seguias no deserto, numa terra inculta. 3Israel, consagrado ao Senhor, era como as primícias de sua colheita; todos os que dele comiam, pecavam; males caíam sobre eles”, diz o Senhor. 7“Eu vos introduzi numa terra de pomares, para que gozásseis de seus melhores produtos, mas, apenas chegados, contaminastes o país e tornastes abominável minha herança. 8Os sacerdotes nem perguntaram onde está o Senhor. Os versados na Lei não me reconheceram, e os chefes do povo voltaram-me as costas, os profetas profetizaram em nome de Baal e correram atrás de coisas que para nada servem. 12Ó céus, espantai-vos diante disso, enchei-vos de grande horror”, diz o Senhor. 13“Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água” - Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL (Sl 35)

Em vós está a fonte da vida, ó Senhor!

— Vosso amor chega aos céus, ó Senhor, chega às nuvens a vossa verdade. Como as altas montanhas eternas é a vossa justiça, Senhor

— Quão preciosa é, Senhor, vossa graça! Eis que os filhos dos homens se abrigam sob a sombra das asas de Deus. Na abundância de vossa morada, eles vêm saciar-se de bens. Vós lhes dais de beber água viva, na torrente das vossas delícias

— Pois em vós está a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz. Conservai aos fiéis vossa graça, e aos retos, a vossa justiça!
EVANGELHO(MT 13,10-17)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus - Naquele tempo, 10os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram” - Palavra da Salvação

Mensagem do dia  25/03/2009 – “Queridos filhos ! Neste tempo de primavera, quando tudo se desperta do sono do inverno, despertem também vocês as suas almas com a oração para que estejam dispostos a receber a Luz de Jesus ressuscitado. Que Ele, filhinhos, os aproxime de Seu Coracao para que possam estar abertos à Vida Eterna. Oro por vocês e intercedo diante do Altíssimo pela sua sincera conversão. Obrigada por terem respondido ao Meu apelo !” – Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje

São CharbelA IGREJA CELEBRA HOJE , SÃO CHARBEL - O santo de hoje nasceu no norte do Líbano, num povoado chamado Bulga-Kafra, no ano de 1828. Proveniente de uma família cristã e centrada nos valores do Evangelho, muito cedo precisou conviver com a perda de seu pai. Após discernir o seu chamado à vida religiosa, com 20 anos ingressou num seminário libanês maronita. Durante o Noviciado, trocou seu nome de batismo (José) por Charbel. Mostrou-se um homem fiel às regras, obediente à ação do Espírito Santo e penitente. Após sua ordenação em 1859, enfrentou muitas dificuldades, dentre elas a perseguição ferrenha aos cristãos com o martírio de muitos jovens religiosos e a destruição de inúmeros mosteiros em sua época. Em meio a tudo isso, perseverou na fé, trazendo consigo as marcas de uma vocação ao silêncio, à penitência e à uma vida como eremita. Aos 70 anos, vivendo num ermo dedicado a São Pedro e São Paulo, com saúde bastante fragilizada, discerniu que era chegada a hora de sua partida para a Glória Celeste. Era Véspera de Natal. E no dia 24 de Dezembro, deitado sobre uma tábua, agonizante, entregou sua vida Àquele que concede o prêmio reservado aos que perseveram no caminho de santidade: a vida eterna. São Charbel, rogai por nós!

 

 

 


SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , E A ETERNIDADE DO INFERNO - Liturgia diária , 23 de julho de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO , E A ETERNIDADE DO INFERNO

Et ibunt hi in supplicium aeternum – “Estes irão para o suplício eterno” (Matth. 25, 46)
Sumário. A eternidade do inferno não é uma simples opinião, mas sim uma verdade de fé fundada no testemunho de Deus na Santa Escritura, na qual se diz repetidas vezes que os desgraçados pecadores, uma vez lançados naqueles abismos, serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos. Se alguém por um dia de divertimento se deixasse condenar a trinta anos de prisão, tê-lo-íamos por louco. Que maior loucura não seria a nossa, se por um momento de vil prazer nos condenássemos a queimar no fogo para sempre? A ficar privados para sempre da posse do soberano bem, que é Deus?
I. Se o inferno não fosse eterno, deixaria de ser inferno. A pena que dura pouco, não é grande pena. Quando se rompe a um doente um abscesso, quando a outro se queima uma úlcera, a dor é viva, mas, como passa rapidamente, o tormento não é grande. Que sofrimento porém não seria, se aquela incisão, aquela operação por meio do fogo, continuasse por uma semana, por um mês inteiro? Quando o sofrimento é bastante prolongado, apesar de leve, como uma dor de olhos, uma dor de dentes, torna-se insuportável. – Mas para que falar de sofrimento? Mesmo uma comédia, uma música que se prolongasse muito ou durasse um dia inteiro, não se poderia aturar pelo grande fastio. Que será, pois, do inferno, onde não se trata de assistir à mesma comédia, de ouvir a mesma música, onde não se tem unicamente a sofrer uma dor de olhos ou de dentes, onde não se sente só o tormento de uma incisão ou de um ferro em brasa, mas onde estão reunidos todos os tormentos e todas as dores? E isto, por quanto tempo? Por toda a eternidade! Cruciabuntur die ac nocte in saecula saeculorum (1) – “Serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos”
Esta eternidade não é simples opinião, mas sim uma verdade de fé, atestada repetidas vezes por Deus nas Sagradas Escrituras. Só no capítulo 9 de São Marcos Jesus Cristo afirma até três vezes que o verme roedor e a consciência dos condenados nunca morrerá: Vermis eorum non moritur; até cinco vezes repete que o fogo que os abrasa, nunca será apagado: Et ignis eorum non extinguitur; e finalmente conclui dizendo:Omnis igne salietur (2) – “Será todo salgado pelo fogo”. Assim como o sal tem a propriedade de conservar as cosias, assim o fogo do inferno, ao mesmo tempo que atormenta os réprobos, produz neles o efeito de sal, conservando-lhes a vida. Desgraçados réprobos!
Que loucura não seria se por um dia de divertimento alguém se deixasse encerrar num calabouço vinte ou trinta anos? Se o inferno durasse cem anos – cem anos! Que digo? – se durasse somente dois ou três anos, seria já grande loucura condenar-se ao fogo esses dois ou três anos por um momento de vil prazer. Mas não se trata de trinta, nem de cem, nem de mil, nem de cem mil anos; trata-se da eternidade, trata-se de sofrer para sempre os mesmos tormentos, sem nunca esperar fim nem momento de descanso
II. Tinham razão os santos para temer e gemer, enquanto estavam no mundo e, portanto, em risco de se perderem. O Bem-aventurado Isaías, posto que parasse os dias no deserto entre jejuns e penitências, exclamava chorando: Desgraçado de mim, que ainda não escapei ao perigo da condenação! Nondum a gehennae igne sum liber! Mas se os santos tremiam, nós, que somos pecadores, teremos a presunção de nos julgar seguros?
Ah, meu Deus! Se me tivésseis lançado no inferno, como tantas vezes mereci, e depois me tivésseis tirado d’ali pela vossa misericórdia, quanto Vos seria obrigado! Que vida santa não teria desde então principiado! Agora por uma misericórdia maior me preservastes de cair no inferno: que farei? Tornarei a ofender-Vos e a provocar a vossa indignação, afim de que me condeneis realmente a arder nessa prisão dos revoltosos contra Vós, onde já ardem tantas almas que cometeram menos pecados que eu? Ah! Meu Redentor, é o que eu fiz no passado; em lugar de aproveitar o tempo que me daveis para chorar os meus pecados, abusei dele para excitar a vossa ira. Agradeço a vossa infinita bondade o ter-me aturado tanto tempo. Se não fosse infinita, como me houvera sofrido?
Graças Vos dou por me haverdes esperado até aqui com tamanha paciência, e graças Vos dou sobretudo pela luz que me concedeis agora, luz que me deixa ver a minha demência e o agravo que Vos fiz, ultrajando-Vos com tantos pecados. Detesto-os, meu Jesus, e arrependo-me de todo o coração perdoai-me, em consideração à vossa Paixão e ajudai-me com a vossa graça, a não mais Vos ofender. Com razão devo temer que, depois de mais um pecado mortal, me abandoneis. – Ah, Senhor! Rogo-Vos que me ponhais sempre diante dos olhos este justo temor, em particular quando o demônio novamente me provocar a vos ofender. Amo-Vos, meu Deus, e não Vos quero mais perder; ajudai-me com a vossa graça. – Ajudai-me também vós, ó Virgem Santíssima, e fazei com que em minhas tentações sempre recorra a vós, afim de que nunca mais perca o meu Deus. Ó Maria, vós sois a minha esperança. (II 123)

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1. Apoc. 20, 10.
2. Marc. 9, 48.
 
(FONTE : Santo Afonso Maria de Ligório . Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 66-68) 
 
NOSSA SANTA MISSÃO , E AS MÁXIMAS QUE NINGUÉM DEVE ESQUECER
  1. Perdida a alma, tudo está perdido;
  2. Deus me vê, Deus me escuta, Deus há de me julgar;
  3. De que serve ao homem ganha o mundo inteiro se depois perder sua alma;
  4. Deus é meu Pai, meu benfeitor: como poderei ofendê-lo?;
  5. Não há paz, não há felicidade para quem vive em pecado mortal;
  6. Num instante se peca, morre-se e vai para o inferno;
  7. Um momento de prazer…e depois…e depois uma eternidade de sofrimentos;
  8. Ninguém de salva sem sofrer, sem fazer muitos esforços;
  9. Ai do mundo por causa de seus escândalos;
  10. A oração do santo terço , a confissão e a comunhão, com a devoção à Nossa Senhora são os grandes meios de salvação;
  11. Rezai todos os dias, de manhã e a noite, 3 Ave-Marias;
  12. Casados, vosso sacramento é santo, não o profaneis pelo pecado;
  13. Pais, vossa obrigação é educar cristãmente vossos filhos;
  14. Filhos, sede obedientes a vossos pais, eles são os representantes de Deus;
  15. Jovens, rezai para acertar com vosso estado de vida e não esqueçais que namoros criminosos vos preparam para um casamento infeliz;
  16. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, fazei que persevere nas boas resoluções da santa Missão
                                                                         FONTE : O Pequeno Missionário, Padre Guilherme Vaessen
 

 
 
LITURGIA DO DIA 23 DE JULHO DE 2014

PRIMEIRA LEITURA (JR 1,1.4-10)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias - 1Palavras de Jeremias, filho de Helcias, um dos sacerdotes de Anatot, da tribo de Ben­jamim. 4Foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 5“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações”.  6Disse eu: “Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo”. 7Disse-me o Senhor: “Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te”, diz o Senhor. 9O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: “Eis que ponho minhas palavras em tua boca. 10Eu te constituí hoje sobre povos e reinos com poder para extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar” - Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL  (Sl 70)

Minha boca anunciará vossa justiça

— Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Li­ber­tai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio

— Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo

— Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensi­nastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas
EVANGELHO (MT 13,1-9)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus - 1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!” - Palavra da Salvação
 

Mensagem de Nossa Senhora para a vidente Mirjana em 02/02/2009 – “Queridos filhos! Com uma amor maternal, desejo hoje lembrá-los de, primeiramente, voltar sua atenção ao amor incomensurável de Deus e a paciência que disto resulta. Vosso Pai está me enviando e esperando. Ele está esperando pelos seus corações abertos para estarem prontos para Suas obras. Ele está esperando pelo seus corações estarem unidos no amor e na misericórdia cristas no espírito do Meu Filho. Não percam tempo, filhos, pois vocês não são donos do tempo” – Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorje

Santa BrígidaA IGREJA CELEBRA HOJE , SANTA BRÍGIDA - A santa de hoje nasceu na Suécia, no ano de 1302. Ela foi entregue em casamento a um jovem chamado Wulfon, príncipe de Nerícia. Ao casar-se com Wulfon, Santa Brígida assumiu, com orações e sacrifícios, a missão de lutar pela conversão de seu esposo, um homem entregue aos vícios e paixões desregradas. Santa Brígida alcançou esta graça. E, juntamente com seu esposo (agora convertido) numa vida com muitas práticas de piedade, foram a diversas peregrinações, até que aos 32 anos Wulfon veio a falecer. Agora viúva e mãe de 8 filhos, Santa Brígida dedicou-se inteiramente ao serviço dos mais necessitados, cuidando dos enfermos (dentro de um hospital fundado por ela mesma e por seu esposo). E tudo isto sem perder de vista a formação cristã de seus filhos. Devota do Sagrado Coração de Jesus e da Santíssima Virgem, Santa Brígida passava horas em adoração a Jesus Sacramentado. Inspirada pelo Espírito Santo, fundou uma Ordem feminina e outra masculina. Consagrou-se na vida religiosa, e em meio a sofrimentos e inspirações reveladoras do próprio Jesus, aprofundou-se no mistério do Cristo crucificado, até que mergulhasse definitivamente neste mistério, quando em Roma, aos 71 anos, entrou na eternidade. Santa Brígida, rogai por nós!

 

 

 
 

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